Francisco Camargo, conhecido como Pancho, faleceu nesta terça-feira (18), após um longo período de internação devido a complicações de pneumonia. O jornalista, que deixou um legado inestimável no jornalismo paranaense, era respeitado por sua integridade e profissionalismo.
Um profissional inigualável
Nos anos 2000, a redação da Gazeta do Povo era um verdadeiro redemoinho de pressão, com jornalistas correndo contra o tempo. Nesse cenário caótico, Francisco Camargo se destacava como um pilar de tranquilidade e competência. Ele ocupava a posição de chefe de fechamento e, apesar da pressão, mantinha sempre a calma e a certeza de que tudo ficaria bem. Sua experiência, adquirida em diversas redações, fazia com que seus colegas se sentissem seguros sob sua liderança.
Um defensor da ética no jornalismo
Camargo era um defensor fervoroso da ética no jornalismo. Com uma postura firme, ele frequentemente incentivava seus colegas a manterem-se fiéis aos princípios jornalísticos, desafiando a ideia de que a sobrevivência financeira justificava a corrupção. Ele costumava dizer: “Nunca usei meus filhos como desculpa”, enfatizando sua crença de que a integridade não deve ser comprometida.
Humor e leveza no dia a dia
O bom humor era uma característica marcante de Camargo. Ele se divertia com piadas e sempre tinha uma tirada sarcástica a fazer, mesmo em momentos de tensão. Um de seus conhecidos trotes era sobre um juiz que, ao se aposentar, se surpreendeu ao ouvir elogios sobre sua incorruptibilidade, ao que ele respondia: “Quem foi o filho da mãe que espalhou isso?”. O riso e a leveza eram seu remédio contra as adversidades do dia a dia.
Vida pessoal e últimos anos
Francisco foi casado duas vezes e teve quatro filhos. Nos últimos anos, ele enfrentou desafios pessoais que o deixaram mais recluso. Seu último trabalho foi no Plural, onde publicou colunas e cartuns até 2022. Seu velório ocorrerá nesta quarta-feira (19), e seu corpo será cremado, deixando uma forte impressão na história do jornalismo paranaense.
Ao longo de sua trajetória, Camargo se destacou não apenas pela sua habilidade como jornalista, mas também pela sua capacidade de inspirar e guiar seus colegas. Sua partida deixa um vazio significativo no cenário da comunicação no Paraná, mas seu legado permanecerá na memória daqueles que tiveram a sorte de trabalhar ao seu lado.