O Rio Grande do Sul se despediu, neste domingo (2), de um de seus grandes símbolos culturais, Bagre Fagundes. O artista, que tinha 86 anos, faleceu em Porto Alegre após complicações decorrentes de um engasgo que resultou em parada cardiorrespiratória. Internado desde maio, sua morte representa uma grande perda para a música e as tradições gaúchas.
Velório e homenagens
O velório do artista será aberto ao público e ocorrerá no Palácio Piratini, iniciando às 10h desta segunda-feira (3). O governador Eduardo Leite expressou sua tristeza e ressaltou a importância do legado deixado por Fagundes: “Ele parte, mas deixa exatamente o que sua própria obra anunciava: um legado que permanecerá vivo na cultura, na tradição e na música do nosso povo”.
Trajetória notável e contribuições
Natural de Uruguaiana e criado em Alegrete, Bagre, cujo nome verdadeiro era Euclides Fagundes Filho, dedicou-se à música ao longo de sua vida. Ele foi um dos fundadores do renomado grupo Os Fagundes, que se destacou como uma das maiores referências do regionalismo gaúcho. Junto com seus filhos e seu irmão, Nico Fagundes, que faleceu em 2015, ele ajudou a perpetuar as tradições e a identidade cultural do Rio Grande do Sul, influenciando várias gerações.
O Canto Alegretense
Bagre Fagundes também foi coautor do famoso “Canto Alegretense”, uma obra que simboliza a ligação afetiva dele e de seus irmãos com a cidade de Alegrete. A canção se tornou um verdadeiro hino de pertencimento e orgulho para os habitantes do estado, consolidando ainda mais a relevância de Fagundes na música gaúcha.
Legado e reconhecimento
Durante sua carreira, que se estendeu por várias décadas, Bagre participou de inúmeros festivais e programas de rádio e televisão, sempre focando na preservação da música nativista. Sua voz marcante e seu comprometimento com o tradicionalismo o tornaram uma das figuras mais emblemáticas da cultura gaúcha, deixando um legado que será lembrado por muitos anos.
Ao falecer, ele deixa sua esposa, Marlene Vilaverde, e seus filhos Ernesto (Neto), Euclides, Luciana e Paulinho, que continuam a tradição familiar. A contribuição de Bagre Fagundes para a cultura gaúcha será eternamente valorizada e celebrada.