Eleitores brasileiros residentes em diferentes nações começaram a registrar filas extensas e transtornos nos locais de votação durante o primeiro dia de pleito internacional para as Eleições 2026.
Relatos de problemas nas redes sociais
Através de plataformas digitais, cidadãos que moram fora do país passaram a compartilhar imagens e queixas sobre a organização em metrópoles europeias como Paris, na França, e Lisboa, em Portugal. Além das aglomerações, incidentes pontuais também foram reportados, a exemplo de uma interrupção no fornecimento de eletricidade na Irlanda. Em uma publicação na internet, uma eleitora questionou: Estamos há mais de 30 minutos sem energia. Estão boicotando as eleições em Dublin #Eleições2026 @ErikakHilton.
Cronograma da votação internacional
A abertura oficial das urnas fora do território nacional ocorreu na Nova Zelândia, às 16h do sábado (24/10). Na sequência, três localidades na Austrália também iniciaram o recebimento de votos de brasileiros. Já por volta das 20h de sábado, o processo democrático foi estendido para o Japão, a Coreia do Sul e o Timor Leste.
Perfil do eleitorado no exterior
Conforme dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aproximadamente 1 milhão de compatriotas com domicílio eleitoral fora do Brasil estão habilitados para participar do pleito deste ano.
O contingente exato é de 918.876 votantes distribuídos em 134 nações, o que representa pouco mais de 0,5% do total de 158,7 milhões de eleitores em todo o país. É importante destacar que os brasileiros no exterior exercem o direito de voto exclusivamente para os cargos de presidente e vice-presidente da República.
Crescimento expressivo do eleitorado
A participação de brasileiros residentes em outras nações tem apresentado alta contínua nas últimas décadas. Em 2014, o número de habilitados era de aproximadamente 354 mil pessoas. O patamar avançou para cerca de 700 mil votantes no pleito de 2022, culminando no atual recorde registrado para 2026.