O governo estadual catarinense planeja aplicar mais de R$ 450 milhões na alimentação escolar durante o ano de 2026, reforçando o compromisso com a saúde e o aprendizado na rede pública.
Aumento nos recursos e foco na aprendizagem
O montante previsto representa um acréscimo de R$ 30 milhões em comparativo com o exercício de 2025, período em que o aporte alcançou R$ 420 milhões. A verba assegura pratos nutritivos adaptados às diversas faixas etárias e jornadas de ensino.
“Estamos cuidando da aprendizagem do nosso estudante como um todo. Isso passa por salas de aula climatizadas, escolas renovadas e equipadas, bem como pela qualidade da alimentação escolar. A merenda impacta diretamente no desenvolvimento desses estudantes, por isso é importante investir na qualidade do que é servido. E nos últimos anos já vemos a melhora na variedade de alimentos e preparos, inclusive aproveitando a produção local aqui de Santa Catarina nos cardápios”, destaca o governador Jorginho Mello.
Nutrição planejada e cardápios regionais
Com o suporte de mais de 100 nutricionistas, a Secretaria de Estado da Educação (SED) desenvolve cardápios balanceados que seguem rigorosamente as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
“As necessidades nutricionais dos estudantes estão entre os principais critérios para a elaboração dos cardápios. Para isso, é feita uma adequação das refeições à faixa etária e às necessidades específicas dos alunos. Também é levada em consideração a jornada escolar, com a quantidade de refeições refletindo o tempo de permanência na escola, inclusive nas unidades de tempo integral. A qualidade dos alimentos é outro fator crucial, com produtos in natura ou minimamente processados ganhando prioridade”, explica a secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta.
A diversidade alimentar inclui laticínios, grãos, legumes, verduras e a presença constante de frutas em todas as refeições oferecidas aos matriculados.
“Essa alimentação é de suma importância para o desenvolvimento das crianças no processo de ensino e aprendizagem. A merenda vem como uma forma de complementar a alimentação de casa, onde muitas vezes, em função do trabalho, da rotina das famílias, essa é uma oportunidade única para os alunos nutrirem seu corpo e a sua mente”, ressalta a diretora da EEB José Boiteux, Ione Catarina Felette.
Valorização dos produtores locais
Para fomentar a economia regional, a gestão já aplicou cerca de R$ 28 milhões na compra de itens da agricultura familiar, com projeção de alcançar R$ 30 milhões.
Por meio de 11 Chamadas Públicas, a SED firmou parcerias com 33 cooperativas e pequenos produtores do território catarinense, garantindo o repasse de 45% dos recursos do FNDE para o setor no estado até outubro.
Educação alimentar nas salas de aula
As instituições de ensino também aplicam iniciativas de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), contemplando quase 79% das unidades estaduais com projetos contínuos e hortas pedagógicas.
“Gosto muito da alimentação daqui da escola e também das cozinheiras, que fazem tudo com muito amor e carinho para nós”, conta a estudante do 6° ano, Fiorela Puerta Guapa.
As ações práticas ajudam a aproximar os alunos da origem dos alimentos, incentivando a responsabilidade ambiental e a diminuição do desperdício de comida.
“Os alunos passam a conhecer melhor os alimentos e as etapas de produção ao se envolverem com o plantio, o cuidado e a colheita da horta. Essas atividades favorecem a aceitação de frutas, verduras e legumes na alimentação. Além disso, elas estimulam a responsabilidade ambiental, a valorização da natureza e a redução do desperdício”, aponta a secretária Luciane.