No dia 28 de julho, mais de 130 mil alunos da Rede Municipal de Ensino de Curitiba retornaram às atividades escolares para o segundo semestre de 2026. Na Escola Jornalista Cláudio Abramo, localizada no Capão Raso, a situação é preocupante: mais de 500 estudantes e professores convivem com poeira, barulhos de reforma e até a queda de janelas recém-instaladas.
Desafios enfrentados pela comunidade escolar
A reforma na escola, que já dura meses, tem gerado um ambiente inóspito. Funcionários relataram que a poeira tem causado irritação nos olhos e crises de tosse entre alunos e professores. Com a cozinha da Risotolândia em obras, a alimentação dos estudantes está sendo preparada em um espaço improvisado, enquanto materiais de construção e entulho tomam conta da escola, sem o devido isolamento.
Condições inadequadas de higiene
Durante o início do semestre, os professores foram forçados a compartilhar o banheiro dos alunos, já que o banheiro destinado a eles foi isolado. Após solicitações, a prefeitura disponibilizou um banheiro adaptado para cadeirantes para uso dos docentes. Além disso, houve relatos de danos e desaparecimento de pertences pessoais de professores durante as reformas.
Problemas em áreas já reformadas
Mesmo as partes que foram entregues apresentam problemas, como pisos mal acabados, paredes descascadas e iluminação deficiente. Em um episódio alarmante, janelas caíram durante uma ventania dentro das salas de aula, mas, felizmente, ninguém ficou ferido. Outras salas também foram entregues sem ventilação adequada, aumentando a preocupação com a saúde dos alunos.
Andamento das obras e novos prazos
As obras na escola tiveram início em dezembro de 2025, com uma previsão inicial de conclusão para 1º de agosto de 2026. No entanto, um novo prazo foi estabelecido em 28 de julho, com a nova data de entrega marcada para 24 de novembro. De acordo com a Secretaria Municipal da Educação, a obra está 53% concluída e segue dentro do cronograma, apesar de ajustes necessários identificados durante a reforma.
Compromisso com a segurança e qualidade
A secretaria informou que está acompanhando a execução da obra com fiscalização técnica contínua, garantindo não apenas o cumprimento do contrato, mas também a segurança da comunidade escolar. As intervenções estão programadas em etapas para permitir que as atividades escolares continuem, com áreas em reforma isoladas para proteger alunos e funcionários. Além disso, uma equipe de limpeza realiza a higienização constante dos ambientes, visando manter as condições adequadas para a utilização da escola.
O cenário, embora desafiador, reflete a necessidade de melhorias na infraestrutura das escolas municipais, destacando a importância de um ambiente escolar seguro e saudável para todos os alunos.