No mês de agosto de 2023, a Espanha enfrentou um período de calor extremo que resultou em 2.149 mortes, conforme revelado por dados oficiais divulgados nesta terça-feira. Esse número alarmante é o segundo maior registrado para o mês desde o início das estatísticas, em 2015, superado apenas pelo recorde do ano anterior.
Impacto do calor nas fatalidades
De acordo com o sistema de monitoramento diário de mortalidade do Ministério da Saúde, conhecido como MoMo, as mortes atribuídas ao calor representam uma fração significativa da mortalidade durante o verão. No total, entre 15 de maio e 31 de agosto, foram registradas 5.234 fatalidades relacionadas ao calor, o maior número desde a implementação do sistema há oito anos.
Regiões mais afetadas
A região da Catalunha foi a mais impactada, registrando 1.164 mortes. Em seguida, as comunidades de Valência e Andaluzia contabilizaram 227 e 138 óbitos, respectivamente. Os dados revelaram que a maioria das vítimas era idosa, com 2.064 pessoas acima de 65 anos, sendo 1.285 com mais de 85 anos.
Vulnerabilidade dos grupos de risco
O calor extremo pode levar a fatalidades por meio de insolação e complicações em doenças cardiovasculares e respiratórias. Os idosos, em particular, estão entre os grupos mais vulneráveis a essas condições adversas.
Previsões futuras de calor
A Agência Meteorológica Espanhola, Aemet, anunciou que um novo episódio de calor intenso começaria no início de setembro, com temperaturas que podem ultrapassar 35 graus Celsius em várias partes do interior do país. As noites também devem ser quentes, com mínimas acima de 20 graus.
A situação ressalta a importância de medidas de proteção e conscientização, especialmente para os grupos mais suscetíveis. O aumento das temperaturas e suas consequências fatais exigem atenção constante e estratégias eficazes para mitigar os impactos do calor extremo na população.